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Tintin: A história da revista dos jovens dos 7 aos 77 anos em Portugal
Como se pode ler no Observador Dinis Machado e Vasco Granja foram os principais diretores da versão portuguesa de Tintin, com o primeiro a ter um esforço assinalável para o sucesso da revista: entrevistava autores, procurava elevar a BD a um estatuto de arte, reconhecido na década de 1970, e respondia a cartas dos leitores.
Foi a 1 de junho de 1968 que a revista Tintin chegou a Portugal, consagrando o desenho franco-belga como o género mais apreciado de banda-desenhada (BD) no nosso país, com uma influência que se sente até aos dias de hoje.
A versão belga já existia desde 1946, fundada pelo próprio autor do famoso jornalista-investigador e de Milou – Georges Rémi, mais conhecido como Hergé, mas tanto na Bélgica como em Portugal, a fórmula era a mesma: a publicação semanal de pequenas partes de várias histórias que envolviam diferentes heróis, desde o próprio Tintin, a Astérix (Goscinny e Uderzo), Blake & Mortimer (E. P. Jacobs), ou Lucky Luke (Morris e Goscinny).
A revista Tintin publicou o seu último número após 14 anos de existência, em outubro de 1982, sem que nada o fizesse prever – a edição foi assumida como apenas mais uma, com o objetivo de se publicar as seguintes. Assim, as histórias de Tintin, Ric Hochet ( também jornalista-investigador que conduzia um Porsche, criado por Tibet e Duchâteau) e de Alix (de Jaques Martin) ficaram por completar.