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É fim-de-ano. Um homem de 88 anos, sozinho, cego e débil, espera o telefonema da sua neta - e o leitor acompanha-o hora a hora, neste que será o seu último dia. Recorda que foi num réveillon que conheceu Marina, a espanhola que foi o grande amor da sua vida, desaparecida no acidente que o cegou e o mergulhou na escuridão dos remorsos. Vai acertando contas com a vida, mas cada lembrança é uma ferida.
Um retrato profundamente humano da velhice, de um espírito preso num corpo - como os pardais que entravam pela boca de um cavalo de bronze e nunca encontravam a saída. Uma obra que surpreende num tom coloquial e ajuda a reflectir sobre a amizade, o amor, a família, o destino e o fim dos nossos mais queridos.