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Num esforço começado em 2018, aqui se encerra a publicação dos livros de poesia éditos de António Ramos Rosa. E se chegados a este terceiro volume nos assustar as quase três mil páginas somadas de poemas, melhor é seguir o conselho de Rosa Maria Martelo, no posfácio aqui reservado: o de ler Ramos Rosa in media res, ou constelarmente, percorrendo a sua «maiêutica interna» ou questionamento ativo, tentando com ele responder aos muitos problemas que a sua poesia sempre levantou ou mais humildemente, parece-nos, com ele questionarmos a raiz do discurso e das coisas.
O círculo, a pedra do mundo
o gozo do claro despertar
a lenta existência do igual
o que está sempre velando adormecido
eterno nas suas veias de silêncio.