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Uma sátira mordaz contra o perigo do conformismo - hoje e sempre
A ameaça da extrema-direita nunca foi tão real. Continuaremos como se nada fosse?
Caro leitor, o fascismo preocupa-o, mas duvida de que valha a pena votar nas próximas eleições? Observa com ceticismo as provocações da extrema-direita, mas não acredita que os outros estejam a fazer grande coisa? Tem a certeza de que não se está a tornar, um pouco, como eles?
O sociólogo Mark Fortier coloca-se esta mesma questão e decide levá-la ao extremo: escreve o diário da sua conversão ao fascismo, que é, na verdade, uma corrosiva e lúcida sátira sobre o perigo do conformismo. Passo a passo, narra como se deixa fascinar pelo que antes abominava, para compreender o funcionamento da resignação e do neofascismo.
Um alerta disfarçado de brincadeira que, provavelmente, deixará de parecer engraçado muito em breve.
CRÍTICAS
«Se você, ou alguém à sua volta, se sente cada vez mais tentado pelo laissez-faire ou impotente perante a ascensão do fascismo (chamemos as coisas pelo nome) nas nossas sociedades ocidentais, este livro é de leitura urgente. Se tem a sensação de que o esquerdista dentro de si anda adormecido, este livro é para si. Este breve ensaio acompanha a reflexão não de um desertor de classe, mas de um desertor de valores, que passa da esquerda para o fascismo. O pretexto? Se não podemos vencê-lo, juntemo-nos a quem o representa. Neste livro, pontuado por algumas notas de humor, o autor mostra de forma eficaz como as nossas instituições democráticas estão a ser atacadas por todos os lados e inclui também uma defesa da língua como arma sociológica que deve ser respeitada - e não deturpada ou esvaziada de sentido.»
Denise Moncion, livraria Fleury