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Os debates em torno da igualdade de género são um repertório de violência: assédio, violação, abuso, feminicídio. Palavras que designam uma realidade cruel, mas escondem outra: a da violência de género cometida com a cumplicidade do Estado. Em Uma Teoria Feminista da Violência, Françoise Vergès denuncia a viragem carcerária na luta contra o sexismo e a obsessão punitiva do Estado, que, ao centrar-se nos «homens violentos», omite a origem da sua violência.
Para Vergès, não restam dúvidas: o capitalismo racial, os populismos ultraconservadores, a devastação do Sul global pelas guerras e pilhagens imperialistas, os milhões de pessoas exiladas e a proliferação de prisões põem a masculinidade ao serviço de uma política de morte. Por oposição à actual tendência, a autora reflecte sobre a violência como componente estruturante do patriarcado e do capitalismo, e já não enquanto especificidade masculina, e exorta-nos a imaginar uma sociedade pós-violenta, que não naturaliza a violência, que não a celebra, nem faz dela tema central da sua narrativa sobre o poder.
CRÍTICAS
«Se quisermos compreender como o capitalismo racial está ligado à proliferação da violência doméstica e estatal dirigida às mulheres e às pessoas que não se enquadram nos padrões de género, não precisamos de procurar mais do que a análise oportuna de Vergès.»
Angela Y. Davis
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Françoise Vergès apresenta uma reflexão perturbadora sobre a banalização das agressões. Violência sexista, sexual, racial. Mais do que uma realidade: um sistema.»
Clément Arbrun, Terrafemina