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A educação especial é possivelmente um dos sectores em que é mais fácil vender ilusões, avançar com soluções milagrosas e invocar falsos sucessos. Este livro questiona frontalmente alguns conceitos e práticas apresentados como “indiscutíveis” nesta área, nomeadamente o inoperacional conceito de “necessidades educativas especiais” ou a denominada “ilusão educativa”, que em múltiplas situações nada mais significa que atirar alunos com deficiências para salas de aulas regulares, onde consabidamente não há condições para lhes fornecer apoio ou ensino. Trata-se por isso de um livro contra a corrente, em que se defende intransigentemente o direito dos alunos com deficiências a receberem uma educação de qualidade e se rejeita liminarmente um modelo em que a educação é sacrificada em nome do “lugar”.
Os autores têm como objetivo apresentar uma perspetiva da educação especial que, no seu entender, veicula a melhor evidência científica disponível relativamente aos assuntos que nele são abordados. É importante salientar este aspeto, uma vez que o denominado relativismo pós-moderno tem impregnado a educação especial com ideias e conceções que não só têm em consideração a investigação desenvolvida nesta área, como a reduzem à condição de “opiniões entre opiniões”, apresentado frequentemente como inútil, quando não nefasto, aquilo que é característico da ciência (como por exemplo o valor da prova ou evidência).