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A família Luz, emigrantes cabo‑verdianos chegados a Lisboa pós‑descolonização (1977‑78), vive num bairro periférico como únicos negros; o narrador investiga o passado do pai Chindo Luz, figura enigmática que guarda “o mistério de África”.
Estrutura de inquérito policial revela traumas coloniais, violência, memórias fragmentadas e a busca identitária dos filhos de emigrantes: afro‑europeus invisíveis na Europa.
Romance cruza ficção e depoimento sobre não‑pertencimento, racismo subtil e herança africana, com ironia e realismo social.
Primeiro romance de Arena, destaca‑se por humanizar comunidades negras em Portugal, questionando “somos estanhos ou europeus?”