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Montaigne faz uma confissão honesta sobre a sua relação com a literatura, rejeitando a leitura académica e a erudição forçada. O autor explica que o seu único objetivo ao abrir um livro é o prazer pessoal e a busca pelo autoconhecimento.Ao longo do texto, ele descreve o seu método de leitura invulgar: abandona imediatamente os livros que se tornam difíceis ou aborrecidos e lida com a sua falta de memória anotando as suas impressões finais na última página de cada obra.Na segunda metade do ensaio, Montaigne avalia os seus autores favoritos, elogiando a sabedoria prática de Plutarco e Séneca, enquanto critica abertamente o estilo de Cícero e a superficialidade dos escritores modernos. O ensaio funciona como um manifesto em defesa da leitura livre, crítica e utilitária para a vida.
EDIÇÃO EXCLUSIVA FNAC COMEMORATIVA DO DIA MUNDIAL DO LIVRO