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No dia 6 de abril de 1960, às cinco para a meia-noite, perto da hora dos sinos tocarem na torre da igreja, faltavam realmente cinco minutos, nasci com um enorme sacrifício para romper o ventre materno. Fui tão desejada que até gostaria de ter continuado, infinitamente, no que, dizem ser, o espaço intra-uterino. (...)
Em 25 de abril de 1974, irrompe na minha vida o conceito de Liberdade e Subversão. Parecia que, nesse dia, voavam pássaros e batiam ondas nas rochas de uma qualquer praia. (...)
Depois veio a Capital. Lisboa abriu-me horizontes, perspetivas. Emergiu o curso de Filosofia, o Mestrado e o Doutoramento, que foram passos subversivos e não saídas airosas para um futuro que quase nada rem. Da minha ignorância, abri espaço para o molde consciente do saber. (...)
E continuei a escrever palavras soltas, mas ousei desnudá-las. Agora são: subversivas, porque odeiam a moral, sem valor humano; matam deus que anda a viver à custa de todos os terrenos; dão um pontapé na gramática vigente que parece que acerta sempre. tipicamente jogo da roleta, mas sem balas. É altamente tramado morrer sem balas! Nunca mais se morre e nem se deixa morrer. (...)
Contém dedicatória (se necessário, envio fotografia por MP);
Com marcador original.