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Esta é uma autobiografia que evoca a família e a vida da escritora sensivelmente até ao 25 de Abril, simultaneamente um retrato de um Portugal desaparecido e um livro indispensável para compreender as raízes da escrita da mais importante escritora portuguesa viva, um dos vultos marcantes da cultura portuguesa contemporânea.
Começa por recordar os avós, segue para o pai «brasileiro», jogador inveterado, personagem romântica por excelência. A mãe aparece como uma figura mais apagada. Mas há também uma tia em que inspirou a «Sibila» e uma galeria de outros secundários. Em criança, Agustina isola-se nos livros, num cinema que o pai explorava, no exemplo de uma professora. Sente-se com vocação para a escrita, e o pai apoia a sua carreira literária. Aos quinze anos produz os seus primeiros romances. Lê muito. Entretanto peregrina por terras do Norte: Amarante, Gaia, Maia, Póvoa, Vila do Conde, e também por Coimbra, onde decide casar, e finalmente o Porto. No seu estilo incomparável, Agustina deambula pelo passado e auto-retrata-se pelo caminho.