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Uma obra-prima do Naturalismo português onde o destino é escrito pelo sangue e pela miséria.
No cenário sombrio do Cemitério dos Prazeres, cresce Carolina — a "Ruiva" —, uma criança marcada pela solidão e pelo convívio precoce com os mortos. Filha do coveiro, a sua infância é o prelúdio de uma existência condenada. Ao seu lado, cruza-se o destino de João, um jovem cuja herança é o alcoolismo e a violência doméstica que lhe corroem o lar. O que começa como um retrato da pobreza e da exclusão transforma-se numa avassaladora história de decadência. Através de uma prosa crua e pessimista,
Fialho de Almeida guia-nos pelo percurso de degradação moral e física de Carolina, onde a beleza e a esperança são sistematicamente corrompidas pelos vícios e pela miséria de uma sociedade que não perdoa as suas origens. Entre o luto do cemitério e a lodo da cidade, A Ruiva é um mergulho profundo nas feridas da natureza humana, onde o meio social atua como um carrasco implacável sobre a inocência.
Portes incluídos em Correio Editorial de Livro (normal).
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