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Esta obra, com prefácio de António José Telo, "nasceu" na sequência da disciplina de "História do Pensamento Estratégico", ministrada pelo Coronel João Vieira Borges no âmbito do Mestrado em História Militar (Academia Militar e Universidade dos Açores). Depois de um texto introdutório versando sobre a "Evolução do Pensamento Estratégico Mundial" (referência obrigatória ao Tratado de Estratégia de Hervé Coutau-Bégarie), o coordenador encetou um "Respigar da Estratégia Nacional entre os séculos XVI a XIX, para depois incluir nove textos académicos (da autoria de outros tantos ilustres mestrandos) relativos a pensadores e obras nacionais de Estratégia deste período, a saber: Diogo do Couto (O Soldado Prático, 1590), Luís Mendes de Vasconcelos (Arte Militar, 1612), D. Francisco Manuel de Melo (Politica Militar en Avisos de Generales, 1638), Francisco de Barros (Breve Instrução Militar sobre a Infantaria, 1761), Conde de Schaumburg-Lippe (Memória sobre os Exercícios de Meditação Militar, 1782), José Marques Cardoso (Elementos da Arte Militar, 1785), General Fortunato José Barreiros (Ensaio sobre os Principios Geraes de Strategia e de Grande Tactica,1837), António José da Cunha Salgado (Noções Geraes da Guerra, 1850) e D. Luís da Câmara Leme (Elementos da Arte Militar, 1862/64). Sem esquecer a evolução e os vínculos ao pensamento estratégico mundial, toda esta obra reflecte uma preocupação clara em cuidar da Cultura Estratégica Portuguesa, constituindo um importante contributo para o incremento desta área de estudos em Portugal.