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Quando viu um anúncio a pedir enfermeiras para a Arábia Saudita, Lydia Laube não hesitou em se candidatar. Contratada através de uma agência de recrutamento, foram-lhe prometidos mundos e fundos. Mesmo sabendo que a Arábia Saudita é um país extremamente rígido, nada a preparou para aquilo que iria encontrar à chegada. Assim que pôs o pé fora do avião, recebeu uma lição de realidade saudita: o seu passaporte foi confiscado e ficou horas fechada numa sala à espera de que alguém do hospital a viesse buscar - as mulheres não podem viajar sozinhas nem andar pela cidade sem véu (mesmo as ocidentais). Chegando ao hospital, foi-se apercebendo do que seria o seu futuro - viver numa sociedade opressiva, pouco ou nada misericordiosa e assustadora. Apesar de se sentir como uma prisioneira (não podia sair do recinto do hospital desacompanhada, não podia passear pelo pátio e não podia rescindir o contrato e ir embora porque dessa forma não receberia o visto para sair do país), Lydia lutou para melhorar as condições de vida das mulheres sauditas, ao mesmo tempo que ia registando num gravador tudo o que ia vivendo.