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Ano: 2016
Idioma: Francês
Sinopse (PT): **Sinopse:**
A Alemanha nazi tem a sua lenda. Nela vê-se um exército rápido, moderno, cujo triunfo parece inexorável. Mas e se, na origem dos seus primeiros feitos, houvesse antes negociações de bastidores e vulgares combinações de interesses? E se as imagens gloriosas da Wehrmacht a entrar triunfalmente na Áustria escondessem, afinal, um gigantesco engarrafamento de panzers? Uma simples avaria! Uma demonstração magistral e mordaz dos bastidores do Anschluss, pelo autor de *Tristeza da Terra* e *14 de Julho*.
> «Eram vinte e quatro, junto às árvores mortas da margem, vinte e quatro sobretudos pretos, castanhos ou cor de conhaque, vinte e quatro pares de ombros acolchoados de lã, vinte e quatro fatos de três peças e o mesmo número de calças com pregas e bainha larga. As sombras penetraram no grande vestíbulo do palácio do presidente da Assembleia; mas em breve deixará de haver Assembleia, deixará de haver presidente e, dentro de alguns anos, deixará de existir sequer Parlamento, apenas um amontoado de escombros fumegantes.»
— Éric Vuillard
Sinopse (FR): L’Allemagne nazie a sa légende. On y voit une armée rapide, moderne, dont le triomphe parait inexorable. Mais si au fondement de ses premiers exploits se découvraient plutôt des marchandages, de vulgaires combinaisons d’intérêts? Et si les glorieuses images de la Wehrmacht entrant triomphalement en Autriche dissimulaient un immense embouteillage de panzers? Une simple panne! Une démonstration magistrale et grinçante des coulisses de l’Anschluss par l’auteur de Tristesse de la terre et de 14 juillet.
«Ils étaient vingt-quatre, près des arbres morts de la rive, vingt-quatre pardessus noirs, marron ou cognac, vingt-quatre paires d'épaules rembourrées de laine, vingt-quatre costumes trois pièces, et le même nombre de pantalons à pinces avec un large ourlet. Les ombres pénétrèrent le grand vestibule du palais du président de l'Assemblée; mais bientôt, il n'y aura plus d'Assemblée, il n'y aura plus de président, et, dans quelques années, il n'y aura même plus de Parlement, seulement un amas de décombres fumants.»
Eric Vuillard