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Ano: 2000
Sinopse: Ela chega de uma ilha que desejou construir o paraíso... Assim começa, e assim acaba, este romance cru e desesperado de Zoé Valdés, indubitavelmente a voz mais original e expressiva surgida na América latina, nos últimos anos. Pátria, a protagonista, chama-se assim porque nasceu no ano em que a Revolução triunfou em Cuba. Representa a primeira geração dos que nasceram e cresceram num sistema que deveria banir para sempre a injustiça. Porém, os anos foram passando e o paraíso prometido torna-se um inferno de frustração e penúria, de apatia e desespero, do qual todos, adeptos e cépticos, amigos e inimigos, se sentem prisioneiros. Perante a desoladora realidade, Pátria, que prefere que lhe chamem Yocandra, procuram a escrita, com a raiva que se segue à impotência, um caminho que a liberta do ameaçador vazio. Revoltando-se contra a submissa paixão que a liga a dois homens, o Traidor e o Niilista, Yocandra submerge-se no labirinto do nada e escreve, sobre si própria e sobre os outros, sobre o quotidiano e o banal, sobre o passado e o presente, para se vingar, escreve até que as palavras se apoderam dela e a empurram para um futuro desconhecido e incerto, no qual brilha ténue a última luz da esperança.