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Com capa de Cunha Barros e caricatura de Antunes, este livro de contos de Maia Alcoforado (1899-1974) foi considerado “vulgar” pelo Presidente da Comissão de Censura do Porto, já que “se leva um pouco longe as ‘piadas’ pesadas e de mau gosto […] do padre sertanejo. Contudo parece-me que o livro poderia circular se o seu prefácio de 3 páginas não fosse o relato rancoroso, com intuitos políticos nitidamente legíveis das muitas terras por onde andou o autor fugido, em Portugal, à Polícia Política, pela sua atividade relativamente recente contra o Estado Novo. Por informação a esta Comissão prestada pela P.V.D.E. soube-se ter o autor (...) ‘Grande’ Cadastro político naquela polícia”.