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Caruncho (2021) narra o regresso de uma neta, acusada de um crime, à casa rural da família e mergulha o leitor no coração de uma Espanha vazia, marcada por resquícios do franquismo, uma terra tão agreste e estéril como o destino a que condena as mulheres que nela vivem.
Contada a duas vozes, pela jovem e pela avó, esta história de rancor e vingança é indissociável da memória do lar assombrado, de espectros que clamam justiça, entre quatro paredes sobre as quais pesam traumas herdados e décadas de violência e opressão.
Um aclamado romance de estreia, com ecos de Pedro Páramo, de Juan Rulfo, e de alguns contos de Silvina Ocampo, em que se entrelaçam terror, injustiça social e uma pesada herança familiar que, como o caruncho, corrói as protagonistas.
Críticas
«Um acontecimento literário.»
Belén Gopegui
«Uma casa de mulheres e sombras, feita de vingança e poesia.»
Mariana Enríquez
«O livro das miseráveis e das infelizes que dizem basta.»
Alana S. Portero
Críticas de imprensa
«Lírico e cru, este livro incómodo assombra-nos.»
José Mário Silva, Expresso
«Uma leitura perturbadora e fascinante.»
Visão
«Uma história de traumas herdados, de memórias assombradas pela violência e pela opressão.»
José Riço Direitinho, Público