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Durante mais de dez anos, o protagonista desta história verdadeira manteve uma vida de fachada: família feliz, emprego respeitado, desafogo financeiro. Quando suspeitou de que a sua vida dupla estava prestes a ser desmascarada, Jean-Claude Romand decidiu matar toda a família. A 9 de Janeiro de 1993, os vizinhos dos Romand, atónitos diante da vivenda da família, testemunhariam a retirada de dois sacos plásticos contendo os corpos dos filhos.
Em seguida, a equipa de resgate retirou a mãe das crianças, também já sem vida. Um dia mais tarde, descobriu-se que Jean-Claude matara ainda os próprios pais. Este crime brutal desassossegou Emmanuel Carrère, que começou a corresponder-se com Jean-Claude Romand: antes, durante e depois do seu julgamento.
Acedendo de modo privilegiado à mente de um psicopata, e procurando transmitir ao leitor o ponto de vista do criminoso, Carrère criou um livro inquietante e inesquecível.
Críticas de imprensa
«Carrère não se limitou a penetrar na cabeça de Romand para cartografar o inferno, a mentira, a impostura, a devastação, o abismo. Apesar da repulsa, o escritor atirou-se de cabeça para esta história. […] Não se limitou a reconstituir a máquina dos crimes: procurou compreender as forças obscuras de toda a engrenagem. O Adversário é o resultado inflamado dessa imersão.»
Le Monde
«Hipnotizante. Uma meditação fascinante sobre Jean-Claude Romand e a sua vida bizarra.»
The New York Times Book Review