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Atrozes invasões bárbaras durante o século V destruíram o todo-poderoso império romano e a sua civilização com séculos de existência, seguindo-se uma «idade das trevas» para os povos do Ocidente. Será que afinal não foi isso que aconteceu? A opinião dominante hoje em dia é que a «queda de Roma» foi uma transição largamente pacífica para o domínio germânico, no âmbito de um período de transformação cultural positiva.
Bryan Ward-Perkins encoraja todos os leitores a repensar esta questão ao reivindicar o drama e a violência dos últimos dias do mundo romano e ao recordar as dificuldades muito reais que os povos do império enfrentaram quando tiveram de se adaptar ao domínio germânico. Explorando uma variedade de fontes contemporâneas e testemunhos arqueológicos, analisa quer as razões para a desintegração do mundo romano quer as consequências da derrota para a vida dos vulgares romanos, numa sociedade onde os padrões de vida entraram em colapso, decaindo para níveis mesmo pré-históricos. Também examina como e porquê sucessivas gerações entenderam este período de forma diferente - e por que esta história ainda é tão significativa hoje em dia.
Críticas de imprensa
(…) com certeza irritado com o eurofilismo pago por Bruxelas, o arqueólogo Bryan Ward-Perkins demonstrou em 139 páginas de evidência «dura» e de um argumento arrasador que a queda de Roma não foi um «pic-nic» franco-germânico à moda antiga: foi, de facto, «o fim da civilização». (…) O fim da autoridade universal de Roma e a insegurança e o caos que a seguir vieram acabar com este mundo. Nove décimos da «Europa» regrediram mil anos para o princípio da Idade do Ferro e levaram mil anos a recuperar. O inimaginável acontece.
Vasco Pulido Valente, in jornal Público/Mil Folhas