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A sabedoria antiga pode resolver problemas modernos e Kahlil Gibran prova-o claramente nesta obra. Numa linguagem simples, ele reflete sobre as complexidades da vida e da morte, manifestando o seu profundo amor por Deus, pela Natureza e pelo Homem, e uma terna compaixão pelos oprimidos deste mundo.
Esta obra foi publicada em língua inglesa em 1926. Contudo, tinha sido anteriormente publicada em árabe. No estilo sufista oriental, quase a lembrar os bikhus e aikhus japoneses, Kahlil Gibran nela vai tecendo várias considerações sobre a existência humana, mormente no que respeita à volatilidade da vida e à tão pouca importância que dedicamos ao que de mais nobre existe no Homem, como sejam os sentimentos.
Entre eles, como é tradição na obra de Kahlil Gibran, destaca-se o amor. Resulta também numa obra profundamente simbólica: se, por um lado, a espuma poderá representar volatilidade, por outro a onda que em breves segundos poderá destruir o que tanto demorou a construir. Uma outra marca desta obra é a não-subordinação a uma temática ou personagem específica. Aqui, Gibran dá total liberdade ao seu espírito poético e criativo.
Titulo: Areia e Espuma
Autor: Kahlil Gibran
Tradução. A. César Rodrigues
Editora: Coisas de Ler, Edições, Lda
Páginas: 100