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Nesta reunião de contos, Mia Couto brinda o leitor com uma coleção de personagens extraordinários de sua terra natal, Moçambique. São histórias líricas que encantam pela diversidade cultural e por seus cenários maravilhosos.
Inquirido sobre a sua raça, respondeu:
A minha raça sou eu, João Passarinheiro.
Convidado a explicar-se, acrescentou:
Minha raça sou eu mesmo. A pessoa é uma humanidade individual. Cada homem é uma raça, senhor polícia.
(Extrato das declarações do vendedor de pássaros)
Opinião de Leitores:
Lindo!
Cecilia Mota
como qualquer outro livro de mia couto, este livro devora-se , e para mim, o titula diz tudo:"cada homem é uma raça".Uma grande verdade!
Somos muitos dentro de um só nome
Telmo Castro
Em Cada Homem é uma Raça, Mia Couto desmonta a ideia de identidade como quem desmonta um relógio antigo: peça a peça, revelando os silêncios escondidos entre os tiques. Cada conto é um espelho rachado onde vemos não apenas Moçambique, mas o humano em estado cru, contraditório, frágil, por vezes ridículo, mas profundamente digno. Lê-se devagar, não por ser difícil, mas porque pede respiração. Não é literatura para consumir é literatura para mastigar. Este livro lembra-nos que identidade não é rótulo, é travessia. E no fim, percebemos que raça não é divisão: é história, é memória, é a pluralidade que cada um carrega no peito.
Titulo: Cada Homem É Uma Raça
Autor: Mia Couto
Editora: Editorial Caminho
Páginas: 183