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Creio ter escrito, neste livro, aquilo que pretendia e considerei importante para mim e para os destinatários das mensagens que contém.
Os primeiros interessados serão, naturalmente, os que em são mais próximos, já que muito do que escrevi os envolve também, de algum modo.
A todos os meus familiares dedico, pois, esta pequena obra, com o testemunho da minha grande afeição.
Com os meus amigos gosto de compartilhar o que tenho de melhor. Estas páginas, embora sem valor literário, têm valor para mim, e, por isso, me comprazo em levá-las até vós, com a certeza da minha amizade sincera.
Para mais responsáveis da Igreja, que a todos nós une, tomo a liberdade de transcrever o teólogo, já citado, P. Bernhard Haring, In "Que Padres...Para a Igreja...", Editorial Perpétuo Socorro, 1995, Porto, pág.129.
«Julgo que não sou o único a pensar que bastantes jovens do nosso tempo, apesar de grande atração para o sacerdócio ministerial, não querem ordenar-se padres com medo de não serem capazes de viver o celibato durante toda uma vida e entre condições difíceis que, com razão imaginam, e de serem, depois, estigmatizados, marcados com ferro em brasa como malfeitores e traidores.»
São palavras contundentes, realistas, proféticas, que se enquadram bem no conteúdo deste livro e na minha história pessoal, que dispensam outros comentários.
Com elas termino o meu trabalho
O Auto, José Quinteiro Lopes
Estado do Livro: Novo
Titulo: Deixei de Ser Padre (Imperativo de Consciência)
Autor: José Quinteiro Lopes
Prefácio: Armando Jorge e Silva
Execução Gráfica: Humbertipo
Páginas: 92