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Se a maioria dos cidadãos das sociedades modernas e tidas por esclarecidas não se considera por princípio supersticiosa, a verdade é que por atavismo cultural, pela via de crenças diversas ou por um inadequado conceito do sagrado, acaba por obedecer, ainda que inconscientemente, a temores irracionais e atitudes ancestrais, muitos deles transmitidos de geração em geração. Deste modo, a origem das práticas supersticiosas, destinadas a propiciar a felicidade, o amor, a saúde e a riqueza ou a evitar os seus reveses, perde-se no tempo, embora continuem a fazer parte integrante da cultura de massas da modernidade, que viu também proliferar, como nunca e noutros moldes, fetichismos vários, hábitos irracionais e crenças securitárias.
Laurioz, neste Dicionário de Superstições , fez sem dúvida um excelente trabalho de investigação, pois não se limita a coligir banalidades, optando por conferir uma inteligente e ampla perspectiva cultural e histórica à perenidade dos comportamentos supersticiosos, descobrindo-lhes os códigos e remetendo-os para uma forma de pensamento original, que obedeceria, segundo ele, «a um plano razoavelmente elaborado de correspondências: a origem e o sentido escapam-nos, porque os esquecemos, mas persiste a poesia subtil e misteriosa das suas associações.»
Estado do Livro: Novo / Cartonado
Titulo: Dicionário das Superstições
Autor: Hubert Laurioz
Capa: José Neves
Tradução: Isabel St. Aubyn
Editora: Círculo de Leitores
Dimensões: 15 x 24 cm
Páginas: 284