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Antonio José Bolívar Proaño vive em El Idilio, um lugar remoto na região amazónica dos índios shuar, com quem aprendeu a conhecer a selva e as suas leis, a respeitar os animais que a povoam, mas também a caçar e descobrir os trilhos mais indecifráveis.
Um certo dia resolve começar a ler, com paixão, os romances de amor que, duas vezes por ano, lhe leva o dentista Rubicundo Loachamín, para ocupar as solitárias noites equatoriais da sua velhice anunciada. Com eles, procura alhear-se da fanfarronice estúpida desses "gringos" e garimpeiros que julgam dominar a selva porque chegam armados até aos dentes, mas que não sabem enfrentar uma fera a quem mataram as crias.
Descrito numa linguagem cristalina e enxuta, as aventuras e emoções do velho Bolívar Proaño há muito conquistaram o coração de milhões de leitores em todo o mundo, transformando o romance de Luis Sepúlveda num "clássico" da literatura latino-americana.
Opinião de Leitores:
Um livro que se saboreia de fio a pavio
Rita Lima
Este é um dos livros mais belos que já li na vida e que continuo a oferecer, como forma de despertar para a beleza da leitura. Como num contexto tão recôndito como a selva amazónica, os livros são o meio de trazer luz à vida, de alimentar o sonho, convertendo-se num autêntico bilhete de viagem intemporal.
Um livro que nos deixa eternecidos
Maria do rosário Palma
Quem lê este simples livro é surpreendido com uma história de que o amor não morre, haverá sempre quem goste de ler o amor, aqui representado pelo velho que lia cartas de amor, porque ainda acreditava nesse sentimento. Um livro simples mas belo, interessante e emocionante.
Selva e Solidão: O Coração Terno de Sepúlveda
André Pereira
O Velho que Lia Romances de Amor é uma fábula delicada sobre o confronto entre civilização e natureza, narrada com a simplicidade encantatória de Luis Sepúlveda. Antonio José Bolívar, um homem solitário que aprendeu a escutar a selva e a saborear histórias de amor, encarna a sabedoria que nasce do respeito pelo mundo natural e pela vida. A prosa é contida, mas profundamente lírica, revelando uma crítica subtil ao colonialismo e à destruição ambiental. Mais do que um romance de aventuras, é um tributo à empatia, à resistência silenciosa e ao poder redentor da literatura.
O Velho Que Lia Romances de Amor
Rui Pinto
Vinte e um anos depois, voltei a ler este romance enquanto aguardava uma nova encomenda da Wook. Fi-lo como homenagem ao desaparecimento recente do autor e porque senti saudades da sua prosa. Este livro é um hino ao amor pela floresta amazónica: à sua fauna e à sua flora. Fala-nos de humanidade: uma coisa com tendências a desaparecer. Um livro que se lê rápido. Mais rápido que aquilo que o leitor deseja enquanto o folheia. Recomendo vivamente.
Acolhedor e envolvente
Marta Fiúza
Leitura simples e fluída, que nos remete para outra época, não deixando de ser atual. Mostra, de uma forma peculiar, o poder dos livros o impacto que podem ter em que os lê e ouve, ao mesmo tempo que nos coloca na seio da vida quotidiana de um povo indígena. Muito giro e envolvente.
Titulo: O Velho Que Lia Romances de Amor
Autor: Luís Sepúlveda
Tradução: Pedro Tamen
Editora: Asa Editores
Páginas: 110