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Ressurreição, publicado pela primeira vez em 1899, foi o último romance escrito por Liev Tolstói. O livro é a última das suas obras principais de ficção longa publicadas em vida. Tolstói entendeu o romance como uma exposição da injustiça das leis dos homens e da hipocrisia da igreja institucionalizada
A história é sobre um nobre chamado Dmitri Ivanovich Nekhlyudov, que busca a redenção por um pecado cometido anos antes. O seu breve romance com uma empregada resultou que ela foi despedida e tendo acabado na prostituição. O livro trata das suas tentativas para ajudá-la a sair da sua miséria actual, mas também se centra na sua própria luta mental e moral.
Acusada de assassinato, a criada Maslova é condenada pelo crime e enviada para a Sibéria. Nekhlyudov vai visitá-la na prisão, encontra outros prisioneiros, ouve as suas histórias e lentamente percebe que em volta do seu mundo aristocrático charmoso e dourado, ainda que invisível, é um mundo muito maior de opressão, miséria e barbárie. História atrás de história, ele ouve e até mesmo vê pessoas acorrentadas sem culpa, pisadas sem razão, enclausuradas em masmorras para sempre sem justificação e um menino de doze anos dormindo num lago de estrume humano de uma latrina a transbordar, porque não há nenhum outro lugar no piso da prisão, mas agarrando-se, numa busca vã pelo amor, na perna do homem ao lado dele, até que o livro alcança a intensidade bizarra de um sonho febril terrível.
Titulo: Ressurreição (I Volume e II Volume)
Autor: Leon Tolstoi
Tradução: R. Carvalho
Editora: Editorial Crisos
Páginas: 566