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«Mansoureh Kamari cresceu no Irão, sob um regime que decide, por lei, a quem pertence o corpo de uma mulher. Nesta novela gráfica autobiográfica, revisita a infância em Teerão, marcada pelo medo e por restrições severas, num traço a preto, cinzento e vermelho. Exilada em França desde 2011, constrói o livro a partir de sessões de modelo vivo, onde a cor regressa e acompanha a reconquista da liberdade sobre o próprio corpo.
Entre memória pessoal e testemunho colectivo, a obra expõe factos brutais da lei iraniana e inscreve-se no espírito do movimento “Mulher, Vida, Liberdade”. Aclamada em França e na Bélgica, proibida no Irão, lembra que contar a própria história é, em si, um acto de resistência.»
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