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De repente duas asas como cristais, duas asas de tule bordado a pingos de luz, agarraram-se ao corpo da gotinha de água, que, por milagre, se transformou num pequenino ser de cabeleira loira, olhos verdes e lindíssimas asas a reluzirem à réstia de luz que ensopava a planura.
(...)
Andava há muito tempo a sonhar com uma grande aventura: atingir as margens da ribeira que atravessava a montanha, lá longe, e deslizar das alturas na grande cascata que, encosta abaixo, se precipitava no mar. Era um caminho longo para ir sozinha. O sol podia apagar-lhe as forças e, de tão pequenina, podia perder-se, ou trambolhar serra abaixo.
Mas um dia… Um dia…