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Krotz reconstrói a história epistemológica da antropologia ocidental, do pensamento utópico renascentista (Moro, Campanella) à ciência moderna, centrando na “otredad cultural” (alteridade).
Analisa como a utopia via o “outro” como espelho crítico da sociedade europeia, enquanto a antropologia positivista o reduziu a objeto exótico, perdendo potencial transformador.
Propõe reorientar a disciplina integrando utopia como método heurístico para compreender contatos interculturais hoje (globalização, migrações).
Obra teórica densa para antropólogos, com crítica à etnoantropologia clássica e apelo por antropologia do Sul comprometida.