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Ano: 2016 (abril), capa mole, ~300 páginas, título de verso de Alexandre O'Neill.
Final séc. XIX, pós‑abolição escravatura, tumbeiro clandestino naufraga ao largo Brasil; náufragos chegam a praia intermitente que some com maré: capataz, escravo, criado, padre, estudante, fidalga com filha, menino preto.
Presos entre penhascos, céu e oceano, enfrentam preconceitos de raça, classe, género, credo para sobreviverem como “monstro funcional” coletivo.
O mar dá segundas oportunidades, mas traz remorsos e fantasmas; sobrevivência exige empatia e transcendência de hierarquias.
Romance sobre alteridade extrema, natureza imoral e estado de graça humana, com mar como personagem‑vilão omnipresente.