Sê o primeiro a adicionar este livro aos favoritos!
Maria de Santa Cruz nasceu em Lisboa (1941). Cresceu, estudou e leccionou em Moçambique, onde viveu até 1978. Actualmente é professora de literatura brasileira na Universidade de Lisboa. As suas raízes são aéreas, como as da casuarina. Obsessões maiores: a escrita e a leitura. Queimou alguns cadernos manuscritos. Agora, também usa computador. Traduziu uma boa dúzia de volumes e colabora em páginas e revistas literárias. Este é o seu primeiro livro, depois de criar três filhas e transplantar samambaias.
Sobre a Obra
A Dama de Pé. Contos de iniciação e da representação do fim (morte, cataclismos, isolamento ou individualismo forçado). Desejo ou recuperação da infância, da adolescência, do contacto directo com outras culturas. Sugestões de pesadelo. Transformação de materiais: o texto sobre o texto, em contraponto ou contracanto. Conto-confluência de ritos e mitos de proveniência vária, efeito de ficção convocada pela pesquisa, implicando por vezes o relato sagrado. Contos e anti-contos de mestiçagem cultural. Momentos de auto-ironia, quando se tem consciência do kitsch resultante da acumulação de objectos de tão diversificada proveniência. Para além dessa condensação, e ainda como no sonho, intimamente ligado ao erotismo, o mecanismo mais utilizado é o deslocamento. Confissão do triplo motivo da passagem: por Moçambique, pelo Brasil e pela língua portuguesa que se apropria doutras linguagens.