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Edição Estampa de 2010
N° 22 da colecção Livro B
Tradução de João da Fonseca Amaral
Georg Christoph Lichtenberg é uma das personalidades mais fortes e surpreendentes da cultura alemã. Profissionalmente foi um cientista, um físico que cultivou apaixonadamente a física experimental, atcividade em que sempre se guiou pela sua concepção do homem como “inquiridor de causas”. Descobriu as chamadas “Figuras de Lichtenberg”, a base da xerografia moderna, foi pioneiro no desenvolvimento do pára-raios, tratou da astronomia, da audiometria e da geodésia e, no entanto, passou à posteridade fundamentalmente como escritor e, talvez, como o mais importante e versátil representante do Iluminismo na Alemanha. Lichtenberg anotava regularmente em cadernos observações, ocorrências, reflexões, histórias curiosas, propósitos, piadas, ou seja, um material que se enquadra na definição que costuma ser usada para o termo “aforismo”. De alguns deles surgem reviravoltas abundantes e expressões coloquiais, seus originais ou que receberam de si a formulação aguda com que são usados.
Os aforismos de Lichtenberg combinam um agudo sentido de humor e ironia com um talento especial para brincar com a linguagem e as etimologias. No entanto, o mais sedutor da sua obra é a rica imagem que nos oferece do homem diante da sua solidão e a modernidade das abordagens sobre a árdua dificuldade dos seres humanos comunicarem. Uma obra considerada fundamental na literatura alemã.