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Edição Estampa de 1991
Tradução de Maria Teresa Antunes Cardoso
Cómico e fantástico, horripilante e grotesco, A Noite de Walpurgis tem Praga como cenário para um confronto entre a burocracia alemã, entrincheirada no antigo castelo acima do Moldava, e uma revolução checa que se desenrola na cidade que se encontra mais abaixo. História, mito e realidade política fundem-se num clímax apocalíptico, quando os rebeldes, incitados por um tambor coberto de pele humana, invadem o castelo para coroar um pobre violinista como “Imperador do Mundo” na Catedral de São Vito.
Escrito em 1917, Walpurgisnacht dá continuidade à mensagem de A Face Verde, retratando uma sociedade decadente à beira do colapso e uma Europa irrecuperável. Nele, vemos o excepcional poder narrativo de Meyrink no seu auge.
“Estamos em 1917. A Europa está dilacerada pela guerra, a Rússia no meio da revolução, o Império Austro-Húngaro à beira do colapso. É a Noite de Walpurgis, festival pagão da primavera, marcado pelo desejo desenfreado. Nesta atmosfera vulcânica, numa Praga de esplendor e decadência, a ralé prepara-se para invadir o castelo no cimo da colina, e o Dr. Thaddaeus Halberd, outrora médico da corte, lamenta a sua juventude perdida. Uma prosa fantasmagórica, traduzida com energia, evoca maravilhosamente o passado e o presente, o pessoal e o político, um mundo devastado.