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Cerromaior, de Manuel da Fonseca, retrata a realidade social do Alentejo dos anos 30 na vila imaginária de Cerromaior. O romance neo-realista acompanha Adriano, um jovem dividido entre os privilégios da sua família de latifundiários e a tomada de consciência da extrema miséria e exploração do proletariado rural.
O Contexto e o Espaço
- A Vila: Inspirada em Santiago do Cacém, terra natal do autor, Cerromaior surge como um microcosmo cercado por planícies.
- A época: Os anos trinta, marcados pelo peso do poder político vigente, pela aliança entre as autoridades (como a GNR) e os proprietários ricos, e pelos ecos distantes da Guerra Civil Espanhola.
Personagens Principais
- Adriano: A figura central. Após uma tentativa falhada de fuga ou estada fora da terra, regressa ao meio familiar e começa a questionar os preconceitos, o conformismo e as injustiças da sua classe.
- A família dominante: Os latifundiários e primos de Adriano, que detêm o poder económico e exercem uma prepotência feudal sobre a terra e as gentes.
- O proletariado e figuras locais: Os camponeses sujeitos à miséria económica e figuras marginais ou atormentadas (como o "Doninha") que espelham a opressão da vila.
Temas Centrais
- Tomada de Consciência: O despertar político e moral de Adriano perante a exploração dos trabalhadores.
- Conflito Social: O fosso intransponível entre os donos das terras e quem nalgumas condições precárias as trabalha.
- Simbolismo da Prisão: O livro abre e fecha sob o signo do enclausuramento, refletindo a atmosfera sufocante daquela sociedade.
Livro como novo, apresentando um pequeno rasgo na sobrecapa
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