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O livro explora a diversidade de crenças e figuras messiânicas que existiram nos primeiros séculos do cristianismo, antes da consolidação de uma única ortodoxia.
A obra desafia a ideia de que o cristianismo sempre foi uma religião unificada, revelando um período de grande pluralidade religiosa:
Os "Outros" Jesus: Nixey apresenta relatos de textos apócrifos que descrevem versões de Jesus muito diferentes da canónica, como um Jesus que teria um irmão gémeo, um que vendia discípulos como escravos ou até uma criança temperamental que usava poderes para amaldiçoar quem o irritava.
Concorrentes Divinos: O livro contextualiza Jesus no mundo romano, onde não era a única figura a quem se atribuíam milagres. Personagens como Apolónio de Tiana ou o deus Esculápio também eram vistos como curadores e "filhos de deuses".
A Supressão da Escolha: A autora foca-se na etimologia da palavra "heresia", que originalmente significava "escolha". Ela argumenta que a Igreja primitiva transformou essa liberdade de escolha num crime, utilizando a censura e a destruição de textos para impor uma verdade única.
Pluralidade Perdida: A narrativa destaca como o acaso e as disputas de poder político moldaram o que hoje conhecemos como cristianismo, eliminando ramificações como o Gnosticismo ou o Arianismo.
Catherine Nixey, formada em Estudos Clássicos em Cambridge, mantém nesta obra o estilo crítico e provocador que já havia apresentado no seu bestseller anterior, A Chegada das Trevas.
Estado do Livro: excelente
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