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Dimensões: 153 x 233 x 29 mm
Encadernação: Capa cartonada
Páginas: 432
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É a sífilis, que atacara o seu pai, o grande pretexto para a demanda deste português inquieto, e a razão pela qual o título original do livro é The Yellow Emperor’s Cure.
Morbus gallicus, mal francês, comichão espanhola, urticária alemã, urticária de Cantão, bexigas portuguesas, varicela polaca, castigo de Deus … " mas era sempre a mesma velha maldição que dom Colombo trouxera da ilha Espanhola, juntamente com o ouro e os papagaios “. Assim, daquela impiedosa algoz nos âmbitos quotidiano, anedótico e científico ficamos a saber quase tudo, incluindo dos arrepiantes tormentos (físicos, psíquicos, sociais) e tratamentos e passamentos das suas vítimas.
Mas não só. As deambulações do protagonista, a miríade de diálogos com a miríade de personagens, as mexeriquices de salão ou de gabinete político dar-nos-ão fartos apontamentos sobre o quotidiano lisboeta, colonial, macaense e chinês do tempo: das “curas mágicas” mais ou menos monstruosas para tudo e mais algo trazidas pelos comerciantes de terras remotas; das mulheres portáteis, “bonecas insufláveis feitas de pele, fabricadas para o conforto dos homens macaenses que desejavam passar uma aprazível noite sem a esposa”; do fígado que dorme durante o Inverno e acorda na Primavera; “das meninas que eram levadas como galinhas em cestos para serem vendidas em Pequim”, sendo que as mais afortunadas eram escolhidas pela Imperatriz e as menos chacinadas por proxenetas; dos eunucos, “esses monstros, que eram meio homens, meio animais“; ” dos rapazinhos estropiados pelos seus amos e forçados a ganharem a vida como dançarinos ou palhaços”; dos horrores das guerras do ópio e da guerras dos boxers. Alguns exemplos dos imensos detalhes curiosos com que este romance é construído, e onde o eroltismo oriental está bem presente quando deflagra a paixão de António Maria por Fumi, a bela e livre e enigmática discípula-assistente do Dr. Xu e quem, afinal, lhe ensina dos canais e das pulsações e dos sangues e das massagens e do elo entre todos os órgãos que são a base do Cânone do Imperador Amarelo, a última esperança.
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“Nada menos do que arrebatador.”
The Observer
“A escrita de Kunal Basu evoca a magia e o encanto do Oriente… um mundo assombroso, rico em histórias, fantasias e sonhos.”
Times Literary Supplement
“Extremamente actual mas também soberbo graças aos detalhes históricos e cores de época.”
The Guardian
“Um fresco luxuosamente pintado… uma magnífica história sobre conflitos culturais, violência e amor.”
Kirkus Review
“Uma história grandiosa sobre obsessão erótica e artística.”
Time Out
“Kunal Basu mantém-nos intrigados com o seu herói e o mundo exótico que simultaneamente lhe dá e tira a vida.”
Sunday Times
“Um exótico passaporte para um reino desaparecido.”
Booklist