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Falcó
Em 1936, no início da Guerra Civil Espanhola, Lorenzo Falcó move-se por entre as sombras do submundo. Ex-contrabandista de armas, espião sem escrúpulos, encontra-se agora a trabalhar para os serviços de inteligência franquistas. A sua missão? Libertar um detido da prisão. Tem Eva Rengel e os irmãos Montero como companheiros. (E, quem sabe, vítimas? Pois os tempos são traiçoeiros, e nada é o que parece.)
Mas surgem imprevistos, há conflitos de interesses, desenterram-se segredos, há torturas, perseguições e massacres. Só que Falcó não é dos que desistem facilmente… e está determinado a levar a cabo uma missão que poderá alterar o curso da História. Será em Portugal, na aparente tranquilidade do Estoril - local favorito entre espiões - que tudo se conclui.
Eva
Em 1937, enquanto a Guerra Civil segue o seu trágico caminho, uma nova missão leva Lorenzo Falcó até Tânger, turbulenta encruzilhada de espiões, tráficos ilícitos e conspirações internacionais. O seu objetivo? Conseguir que o capitão de um navio carregado com ouro do Banco de Espanha mude de bandeira.
Espiões nacionalistas, republicanos e soviéticos, homens e mulheres defrontam-se numa guerra obscura e suja, à qual acabarão por regressar perigosos fantasmas do passado. Entre eles, Eva. Agente soviética, mulher perigosa, desafio irresistível para Falcó…
Sabotagem
Será o Guernica, tal como o conhecemos, o verdadeiro quadro que Picasso pintou?
Na primavera de 1937, Espanha está em guerra civil. Porém, longe dos campos de batalha também se luta, ainda que na sombra. Lorenzo Falcó tem a seu cargo uma missão dupla, desta feita em Paris: desacreditar o herói comunista Leo Bayard perante os seus camaradas soviéticos, e evitar a todo o custo que o quadro que Picasso está a pintar seja exibido na Exposição Universal de Paris.
Embora soprem já os ventos da guerra que assolará a Europa, a música continua a tocar; e a arte, os negócios e a vida social ocupam os intelectuais, os refugiados e os ativistas.
Acostumado ao perigo e à ação, Falcó move-se agora num mundo em que a luta é ideológica. É um mundo que lhe é estranho e no qual terá de recorrer aos seus métodos muito próprios.