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CONTRABANDO ORIGINAL. Romance. *** José Martins Garcia *** Abertura de Rosa Maria B. Goulart *** Lajes do Pico: Companhia das Ilhas, 2017. Colecção: Biblioteca Açoriana – 6; Obras de José Martins Garcia – 5. (22 x 14 cm.) com 301 + [3] pp. Capa flexível, com badanas. Exemplar razoável. Capa com pequenas marcas de manuseamento, alguns pontinhos de acidez (só visíveis na parte de dentro) e um pequeno desgaste nas margens, mas, de um modo geral, ainda em bom estado e limpa. Páginas globalmente bem conservadas e limpas, embora apresentem um tom amarelecido, próprio do papel, e algumas pequenas manchas de acidez, que incidem quase só nas primeiras e nas últimas. *** Primeira edição na editora e na colecção, deste romance, originalmente publicado, em 1987, pela Vega, tendo conhecido dez anos depois uma segunda edição, da Salamandra, sendo, esta, portanto, a sua terceira edição absoluta. De acordo, com Rosa Goulart, responsável pelo prefácio, «Contrabando Original (...) é um romance que ocupa um lugar especial adentro da [produção literária de José Martins Garcia]. Lugar justificado pela mestria narrativa e perfeição estilística, pelo modo como fornece ao leitor uma espécie de súmula dos mundos ficcionais até então criados e um refinamento da irreprimível veia crítica (satírica, irónica, sarcástica) que o distingue. Mestre de uma arte narrativa que domina na prática e na teoria, Martins Garcia oferece-nos neste livro uma rede de grandes e pequenos problemas engendrados a partir da imaginária localidade de Monte Brabo, com extensão à América, lugar de sonhada prosperidade. (...) As referências históricas, sociais e culturais, corroboradas pelo mais que conhecemos da obra do autor, fazem deste romance muito mais do que uma história bem contada e revelam-no como uma ampla e talvez angustiada questionação ao mundo – como outros escritores, com outros expedientes, alguns alimentados pela filosofia existencialista, empreenderam no tempo em que viveu José Martins Garcia. (...) A religiosidade pouco esclarecida e a emigração constituem temas satiricamente explorados, sobretudo a mostrar a inexistência de proporcionalidade entre conforto material e cultura. (...). Monte Brabo, ponto de observação donde Miguel Rafael [o narrador] vê o mundo, é também ponto de referência e posto de vigia para tudo o que existe fora dele. Também por aí é convocado o referido tema da emigração, quando ainda se viajava de barco para a América ou quando era de uso, para grande satisfação dos insulares, enviar cartas com dólares ou sacas de roupa, realidade bem conhecida dos açorianos ainda nas décadas de 50 e 60 do século XX.» Tiragem de apenas 750 exemplares. *** Portes: envio gratuito em correio normal (tarifa especial para livros) * envio em correio registado: 1,70