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LE TRIBUNAL DE L’IMPUISSANCE. Virilité et Défaillances Conjugales dans l’Ancienne France. *** Pierre Darmon ***[Paris]: Éditions du Seuil, 1979. Colecção: L’Univers Historique. (20,5 x 14 cm.) com 310 + [10] pp. Capa flexível. Exemplar razoável. Capa com marcas de manuseamento, um pouco escurecida e com manchas de acidez (algo visível praticamente apenas no lado de dentro), alguns discretos vincos de pressão e um pequeno desgaste nas margens e na lombada, que apresenta também vincos de abertura ligeiros. Globalmente, apesar de um pouco envelhecida, está ainda muito apresentável. Páginas, de um modo geral, em bom estado e limpas, embora apresentem um tom amarelecido e pequenas manchas de acidez, que se concentram sobretudo nas primeiras e nas últimas, devendo-se tudo, em grande medida, à qualidade do papel utilizado. *** Primeira edição deste curioso estudo sobre a impotência sexual e as suas consequências socias (e jurídico-legais) na França antiga (essencialmente, do século XVI ao século XVIII). Em jeito de sinopse, e numa tradução muito livre, lê-se na contracapa: «Na incontável legião de marginalizados da época clássica (os loucos, os pobres, os sodomitas, os blasfemos, os alquimistas), os impotentes foram durante muito tempo negligenciados. Este livro narra, portanto, o estranho e pouco conhecido drama de todos aqueles que, por causa de uma suposta deficiência sexual, se viram postos perante o juiz para pagar o preço pelo mito ancestral da virilidade. Mas este livro narra também, e mais ainda, a edificante história de todos aqueles que, em nome de um atributo viril que funciona segundo as normas do direito canónico, se autoproclamaram juízes e zelosos perseguidores dos impotentes. Neste domínio, a Igreja, de facto, nem sempre se manteve dentro dos limites da decência. Da masturbação intelectual ao voyeurismo mais extremo, da teoria à prática, ela ultrapassou os limites com facilidade. A detecção da impotência envolvia concursos probatórios surpreendentes: prova pública de "erecção", "tensão elástica" ou "movimento natural", talvez mesmo "prova de ejaculação", e até o incrível teste do “consórcio”, que pressupunha o cumprimento integral do dever conjugal na presença de testemunhas... No entanto, estes procedimentos correspondem apenas às estruturas superficiais de um mecanismo de inquisição e repressão muito mais complexo e profundo.» (Na imagem 4 está apenas o começo do índice, que ocupa mais duas páginas). Texto em francês. Pouco comum. *** Portes: envio gratuito em correio normal (tarifa especial para livros) * envio em correio registado: 1,70