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VIAGEM AO FIM DA NOITE. *** Louis-Ferdinand Céline *** Tradução de Aníbal Fernandes *** Título original: Voyage au Bout de la Nuit *** [Lisboa]: Editora Ulisseia, 1973. Colecção: Clássicos do Romance Contemporâneo – 10. (23 x 14,5 cm.) com 473 + [7] pp. Encadernação editorial em tecido verde com gravações douradas na lombada e com sobrecapa de papel ilustrada. Exemplar razoável. Sobrecapa com evidentes marcas de uso, vincos (sobretudo de pressão), pequenas perdas de cor em alguns pontos, arranhadelas, manchas ligeiras e algos gasta e amachucada nas margens, que apresentam mesmo alguns pequenos rasgões (de reduzida importância). Apesar de envelhecida e um pouco gasta, globalmente está ainda apresentável. Capa dura bem conservada e limpa, mas com pequenas marcas de manuseamento. A folha de guarda colada na parte de dentro da capa da frente, apresenta um pedaço de fita-cola, junto da margem lateral interna, colocado certamente para reparar alguns pequenos rasgões que são ainda visíveis. Páginas, de um modo geral, bem conservadas e limpas, apresentando, no entanto, um ligeiro amarelecimento e algumas manchas de acidez nos cortes, que prejudicam um pouco o seu aspecto. *** Primeira edição na editora e da tradução, sendo a segunda edição portuguesa absoluta deste célebre romance, depois da edição de 1944, da Editorial Século, com tradução de Campos Lima, considerada muito incorrecta, o que levou Vítor Silva Tavares, mítico editor da “& etc”, ao tempo director literário da Editora Ulisseia, a encomendar uma nova tradução a Aníbal Fernandes, com o propósito de incluir nesta prestigiada colecção este romance fundamental do século XX. Lê-se nas badanas da sobrecapa: «Em oposição ao figurino francês de um classicismo fundado no equilíbrio e na elegância, Céline (de seu verdadeiro nome Louis-Ferdinand Destouches) entrou na literatura como um bárbaro que destrói todas as imagens e todas as convenções. Viagem ao Fim da Noite (1932), mais do que uma novidade literária, é um acontecimento revolucionário. Entusiasticamente saudado por Léon Daudet (nesse tempo a sua opinião fazia e desfazia reputações literárias), Céline surgia como um escritor que tudo ousava – e tudo exprimia numa linguagem muito sua. O estilo coloquial e torrencial não recuava nem diante do calão nem diante do insulto. Romancista com vocação de panfletário (como, noutro quadrante, Bloy e Bernanos), Céline, também médico dos bairros periféricos de Paris, mergulhou nas entranhas da miséria humana. Descida às zonas nocturnas onde o homem é prisioneiro do seu próprio inferno, Viagem ao Fim da Noite não é uma comédia à maneira de Dante, porque privada de toda a esperança em qualquer céu. Livro que, pelo recurso constante ao argot, dir-se-ia ilegível no original e intraduzível em qualquer língua, é na versão de Aníbal Fernandes uma lograda transposição do pessoalíssimo idioma de Céline. Escritor marginal ou «maldito», réu e juiz de uma época de decadência, Céline está a ser postumamente reabilitado e não virá longe o tempo em que, por direito próprio, ocupará o Panteão das glórias francesas. Depois da coroa de espinhos, a coroa de louros.» Sobrecapa de Luís Duran. Pouco vulgar nesta edição. *** Portes: envio gratuito em correio normal (tarifa especial para livros) * envio em correio registado: 1,70