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Este livro nasce da urgência de explicar. Henrique Galvão escreve para que o assalto ao paquete Santa Maria não fique reduzido a manchete ou caricatura política. Aqui, o gesto é enquadrado, pensado, situado no seu tempo histórico, político e moral. O autor, protagonista e testemunha, conduz o leitor pelos bastidores da operação Dulcineia e pelo clima opressivo de um país fechado sobre si próprio. Não é um relato de aventura, é um acto de memória. Um livro que não pede absolvição nem aplauso, apenas compreensão. No fim, como o próprio afirma, só a História permanece para julgar.
Em janeiro de 1961 o paquete Santa Maria foi tomado de assalto por um comando liderado pelo capitão Henrique Galvão. A operação tinha por objetivo iniciar um golpe de estado capaz de derrubar o regime de Salazar.
O assalto aconteceu na madrugada de 22 de janeiro e contou com um comando de portugueses e espanhóis que totalizavam 23 elementos. Esta equipa tomou conta do barco e durante vários dias não houve informações para o público sobre a situação a bordo.
Sabendo-se que estavam ao largo do Brasil deslocaram-se para aquele país diversos jornalistas portugueses, incluindo uma equipa da RTP, que conseguiu captar imagens do paquete durante um voo realizado num avião americano. Mais tarde os mesmos repórteres também acompanharam a chegada do navio ao Brasil e as palavras de Galvão.
O navio seria libertado, regressando a Portugal a meio de fevereiro. Da operação resultou um morto entre os tripulantes do Santa Maria.
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