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Um romance de intensidade quase sufocante, em que o calor extremo se transforma numa poderosa metáfora da angústia humana, da ameaça coletiva e de um mundo à beira do colapso.
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A cada livro, uma segunda vida.
VENDO
7,00€, com portes editoriais incluídos. Formas de pagamento: plataforma, mbway, spin, iban.
Estado: bastante bom. Exemplar ainda por ler, apresentando, no entanto, pequenos amassos em alguns dos cantos da capa e miolo amarelecido.
Urbano Tavares Rodrigues (1923–2013)
A Vaga de Calor
Coleção Século XX
Publicações Europa-América
1986, 3a edição
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A Vaga de Calor é um romance construído em torno de uma vaga de calor insuportável que, ao longo de sete dias, condiciona profundamente as personagens, os seus pensamentos, comportamentos e relações. Entre o realismo empenhado e uma dimensão quase fantástica, o calor converte-se numa experiência física e psicológica extrema, fazendo emergir angústias, conflitos e a sensação de uma iminente catástrofe individual e coletiva.
No conjunto da obra de Urbano Tavares Rodrigues, o romance confirma a sua persistência numa literatura simultaneamente sensual, inquieta e socialmente comprometida. Surge numa fase particularmente fecunda da sua produção narrativa, depois de Desta Água Beberei e Oceano Oblíquo, aprofundando a vertente de intervenção e de experimentação que atravessa a sua ficção.
À época, a obra foi justamente reconhecida pela crítica: A Vaga de Calor recebeu o Prémio da Crítica em 1986, distinção que confirma a importância que então lhe foi atribuída no panorama literário português.
Hoje, o romance conserva especial interesse pela sua capacidade de transformar uma perturbação ambiental numa alegoria da fragilidade das sociedades e da própria condição humana. A ameaça da degradação ambiental, da guerra e da aniquilação coletiva, presentes no horizonte da obra, conferem-lhe uma atualidade surpreendente.
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