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Autor: AZURARA, Gomes Eanes de (1410 - 1474)
Título: Crónica do descobrimento e conquista da Guiné
Mem Martins, Publicações Europa-América, 1989
Nota introdutória, actualização de texto e notas: Reis Brasil (1908 - 2002)
Introdução: (2º) Visconde de Santarém (1791 - 1856)
Colecção: A aventura portuguesa - 5
Nº páginas: 252 pp. + 2 folhas desdobravéis
Dimensões: 23 cm x 15,5 cm
1ª edição nesta editora
Tema: Descobrimentos portugueses
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Da contracapa:
«Gomes Eanes de Azurara nasceu entre 1415 e 1420. Sabe-se que frequentou a corte de D. Afonso V, pois a sua cultura apurou-se quando ele já tinha idade madura. Foi considerado cavaleiro da Ordem de Cristo e viveu junto do infante D. Henrique, que lhe deu várias comendas da referida ordem.
Foi ele quem sucedeu a Fernão Lopes no cargo de guarda-mor da Torre do Tombo, cargo que manteve até aos seus últimos dias, pois, de 1473, existe ainda uma «certidão dos privilégios da Ordem de Cristo» assinada por ele.
Na «Crónica do Descobrimento e Conquista da Guiné», escrita em 1448, elucida-nos em pormenor sobre os Descobrimentos portugueses até essa data.
Azurara é, portanto, contemporâneo dos factos que narra. Conheceu directamente os principais descobridores de que nos fala, sendo testemunho seguro dos seus feitos.
Esta crónica é um documento de incalculável valor para a história de Portugal e do mundo. Trata-se, na verdade, do primeiro livro sobre os países da costa ocidental de África sitos além do Bojador, e o único que consegue hoje suprir, ao menos parcialmente, a perda irreparável dos arquivos náuticos de Sagres.
A presente edição, actualizada por forma a permitir uma leitura agradável, complementada com as notas do Visconde de Santarém e de Reis Brasil, mantém todo o sabor da prosa do cronista.
Longe de um relato fastidioso, a «Crónica do Descobrimento e Conquista da Guiné», com os seus episódios que narram a descoberta das terras e dos homens, a captura dos escravos, o comércio, a pesca, os combates travados entre portugueses e nativos, chega a ser empolgante.
É uma aventura - a dos portugueses de quatrocentos -, a que nestas páginas se nos depara.»