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Autor: VÁRIOS
Título: Fernão de Magalhães: A primeira viagem à volta do mundo contada pelos que nela participaram
Mem Martins, Publicações Europa-América, 1990
Prefácio e notas: Neves Águas (1920 - 1991)
Colecção: A aventura portuguesa - 8
Nº páginas: 300 pp.
Dimensões: 23 cm x 15,5 cm
1ª edição nesta colecção
Tema: Narrativas de viagens
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Da contracapa:
«Fernão de Magalhães terá nascido no Porto ou em Trás-os-Montes, não se sabe ao certo, por volta de 1470, vindo a morrer na ilha de Matam (nas Filipinas) a 27 de Abril de 1521.
De família nobre, é ainda jovem quando percorre Marrocos, as Índias e Malaca. Queixas vindas a público sobre a sua administração levaram-no, em 1517, a renunciar à nacionalidade portuguesa e a apresentar ao imperador Carlos V um projecto em que se propunha atingir as Molucas navegando por ocidente.
A expedição, composta por cinco navios, parte de Castela em 1519 indo aportar ao Rio de Janeiro. Seguidamente, Fernão de Magalhães descobre o estuário do rio La Plata, passa o Inverno na Patagónia e, pelo estreito a que se deu o seu nome, atinge o oceano Pacífico em 1520. No ano seguinte chega às Filipinas apenas com três embarcações e morre na sequência de um combate travado com tribos indígenas. Será Sebastião Del Cano, cumprindo os planos de Magalhães, quem se encarregará de completar a primeira viagem de circum- navegação.
Sobre a viagem de Magalhães e Del Cano são conhecidos seis relatos que neste livro se apresentam, escritos por tripulantes que viveram a grande aventura, o mais divulgado dos quais é o do italiano António de Pigafetta.
Espera-se que a publicação destes importantes documentos desperte o interesse pela grandiosa figura, por vezes tão maltratada, de Fernão de Magalhães, que, embora não tivesse podido atingir o seu objectivo, foi o grande mentor e guia de uma tão extraordinária façanha como foi a primeira viagem à volta do mundo.»
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«É talvez a mais extraordinária odisseia na história da humanidade, esta expedição de 265 homens decididos, dos quais só regressaram 18 no navio desmantelado, mas trazendo içada no mastro a bandeira anunciadora da vitória.»
STEFAN ZWEIG