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Que surpresa boa foi este livro. Não estava nada à espera desta história. Começo por dizer que aprendi imenso. Desconhecia que existe uma ilha na costa sul de Creta, na Grécia, que albergou leprosos desde o início do século XX até 1957. Também ignorava que a cura da lepra tivesse sido descoberta tão tarde. Durante a narrativa conhecemos a família Petrakis, intimimamente ligada à ilha de Spinalonga. Seguimos o percurso de quatro gerações de mulheres, carregado de tragédia mas também de coragem e esperança. Gostei muito desta leitura, apreciei mais a história do que a escrita, mas foi imensamente enriquecedora. Comovi-me ao ler sobre os leprosos, que ao receberem a notícia da sua doença receberam também a sua sentença de morte. Desesperei-me com eles e emocionei-me com a sua vontade de continuar a viver com dignidade. É uma história fascinante que, tenho a certeza, vai tocar os vossos corações.