Fernando Castro e Sousa, nos seus poemas de versos simples espelha uma sensibilidade do mundo que o rodeia, podendo encontrar-se uma variedade temática que vai desde a evocação da liberdade, a sensibilidade para com as misérias sociais, a preocupação com a fugacidade do tempo, a saudade, a insignificância do ser até ao amor.
Fernando Castro e Sousa publicou em 1985 o livro de poesia “Enquanto Respiro”.
A sua segunda publicação, “Memória da Água”, surgiu em 1988, com 2.ª. Edição em 1990.
E, após um longo interregno, reapareceu em 2014, com “A Sedução do Pólen”, que conheceu 2.ª Edição em 2015.
É um “autor das margens do Lima”, como a si próprio se designou no ínicio das suas iniciativas literárias.
Esteve longos anos ligado ao jornalismo, ao associativismo e, num período mais curto, à divulgação poética nas rádios vianenses.
Fundou e dirigiu, durante quinze anos, a revista “Edévia”, da Escola Desportiva de Viana. Organizou o Conscurso de Quadras das Festas d’Agonia, de 1987 a 2010, no jornal “A Aurora do Lima”.
Colaborou em vários jornais, nos Cadernos Vianenses, Anunciador das Feiras Novas, A Falar de Viana, Farol, Mea Libra e diversas revistas.
Ao invés do que muitos supõem, nasceu em Lisboa, no Bairro Alto, a 19 de Julho de 1941, mas mudou-se muito novo para Ponte de Lima, onde viveu dos sete aos dezassete anos, com seu pais, Adelina e Augusto de Castro e Sousa, tanbém ele ligado ao jornalismo e à escrita.
A partir de 1958 fixou-se em Viana do Castelo.
Chamado a cumprir o serviço militar, foi mobilizado para a guerra colonial de Angola e regressou em 1965. Casou com Raquel Maria Barros, em 1966.
Exerceu a profissão de bancário até 2001 e posteriormente (2001/2006) trabalhou para a Medicina de Reabilitação, em áreas administrativas e de gestão.
Está referenciado na Antologia dos Poetas do Alto Minho (1987), A Poesia Vianense no Último Quartel do Séc. XX (2005), Cadernos Vianenses (Tomos 29, 30 e 36) e Biblioteca Virtual do Alto Minho.