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Prosa Poesia Teatro
O que dizem e como se exprimem os poetas e escritores da China de Mao.
«Uma certa fase da Revolução Chinesa – na prática, a era de Mao – sem dúvida que já se concluiu. Quer os anos presentes, quer aqueles que se lhe seguirem nascem, no fundo, da temática iniciada (pelo menos oficialmente) em 1949, continuada e, em parte, adquirida vai para mais de vinte anos. Vinte anos dos quais já é possível fazer um balanço efectivo, enquanto o presente fica ancorado em nebulosidades e incertezas só solucionáveis com o tempo. O mesmo é dizer que só daqui a uns anos será possível escrever a sua história.
Contudo, pelo que diz respeito ao período inicial da revolução comunista na China, qualquer que venha a ser o julgamento ou o redimensionamento futuro – como também sobre os homens que a quiseram e a fizeram o seu caráter de ruptura e de irreversibilidade duma tradição de milénios permanecerá inegável. Resumindo, terá sempre o significado duma reviravolta definida, profunda e fundamental, dada ao país. Se a esta se seguirá uma certa estase ou sucessivo desenvolvimento, isso já não é da competência do presente volume, cujo único fim possível e desejado foi o de identificar, segundo um itinerário ideal e cronológico, mediante uma escolha de textos e autores «oficiais», além das impressões diretamente colhidas na China (no fundo, cada qual regressa duma viagem com o que pode e o que quer) o sentido cultural desta reviravolta. Pois que não há dúvida de que, mesmo com todas as limitações impostas por uma época de transição, de «meditação» entre o passado e o futuro, um discurso se evidencia. Um discurso de cultura global, que interessa toda a sociedade chinesa do futuro e da qual a arte e a literatura são já as mais imediatas e directas expressões.»
Editorial Aster, 1975.
Colecção Perspectivas - 1.
Tradução de Inacia Fiorillo.
Capa mole, 271 páginas.
"Textos da China de Mao", por Rosanna Pilone.