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COMANDOS PALESTINIANOS CONTRA ISRAEL –
Jacques Mansour Vergés
Edição: Editorial INOVA
Páginas:158
Dimensões: 195x140 mm.
Peso:178
TX-208-A026-0.67EE
IS 1543325890
Exemplar em bom estado
PREÇO: 8.00€
Acresce portes de envio – Correio Editorial
Quase se não passa um dia, sem que os jornais, a rádio e a televisão nos falem de mais um incidente de fronteiras entre Israel e um dos estados árabes vizinhos. Desde que, em 1948, se proclamou a independência de Israel, essas fronteiras têm sido por várias vezes ensanguentadas com guerras locais de poucos dias mas que, além do seu custo em vidas e sofrimentos, depauperam a economia tão subdesenvolvida ou deficitária dos povos em conflito. Mais ainda: pela forma como os interesses das grandes potências (e sobretudo das duas grandes potencias hegemónicas mundiais) estão localmente envolvidos, essa luta quotidiana assume as proporções de um perigo de primeira grandeza.
Quais as causas desse conflito? Quais as forças reais em presença? Quais as possibilidades, próximas ou distantes, de uma solução, e em que termos poderia lá chegar-se? Eis algumas das perguntas que muitas pessoas conscientes formularão a tal respeito. Mas como obter uma informação objectiva sobre tais assuntos? Como devassar uma realidade deformada pelas propagandas do Sionismo, do Pan-Arabismo e de todos os interesses que lhes estão ligados? O processo mais seguro será o de uma espécie de tribunal da opinião pública, em que ambas as partes (ou todas as partes directamente envolvidas) estejam representadas pelos seus mais documentados e lúcidos advogados, e com os principais testemunhos e peças de convicção à vista. Eis o que se fez com este DOSSIER DO CONFLITO ISRAELO-ARABE. organizado com exemplar objectividade pela revista LES TEMPS MODERNES e precedido de um artigo imparcial de Jean-Paul Sartre que salienta as dificuldades de uma opção. O juízo final pertence ao leitor, depois de, necessariamente, informado acerca das razões que assistem a cada parte.
Um juízo objectivo e realista tem, obrigatoriamente, que tomar em linha de conta um certo número de problemas cujos dados se encontram aqui reunidos. Eis, reduzidos a questionário, alguns desses pro-blemas.
Em que medida poderá falar-se do socialismo ou do progressismo, de instituições como os kibbutzim israelianos, ou, globalmente, do estado de Israel, ou deste ou daquele estado árabe, como o Egipto?
- Quais as origens do Sionismo? Quais as suas raízes bíblicas, e de que maneira evoluiu, histórica mente, desde o livro-manifesto de Herzi, em 1896, até à célebre Declaração Balfour de 1917, que reconheceu a legitimidade das aspirações de um Lar Judaico-?
-Em que medida se poderá falar de Israel como de uma Africa do Sul asiática? Como é que os Judeus se assenhorearam, económica e militarmente, da Palestina, se em 1922 não constituíam mais do que 11% da população, e no momento da independência ainda não chegavam à terça parte? Colonização, ou colonialismo? Serão os Árabes realmente vitimas de um complexo de culpa alheio, por um anti--semitismo que nunca eles próprios praticaram, pois que são eles próprios semitas?
Será Israel, de facto, a cabeça-de-ponte do imperialismo norte-americano na Asia Menor, tal como a Jordânia o é, ou foi, do imperialismo inglês?
-Que fazer de um milhão e trezentos mil árabes expulsos da Palestina precisamente, no seu conjunto, os menos empenhados numa guerra que os privaria de oportunidades recentes, e que os subordinaria à hegemonia feudal dos beduínos transjordanos, militarizados pela Inglaterra?
Como sustar o terrorismo e o contraterrorismo que hoje grassa entre os ocupantes de Israel e esses refugiados sem lar, para não nos determos com outros 150 mil árabes sujeitos a uma administração militar israeliana (dizem-no eles) ou pelo menos a desigualdades económicas, políticas e escolares (reconhecem os israelianos), que os atiram para a violência clandestina da El-Fatah?
Como superar a desconfiança e o ódio reciproco de povos que falam duas línguas afins (o hebraico e o árabe) e se arrogam as mesmas tradições bíblicas desde Abraão com a particularidade dramática de que muitos dos árabes palestinianos são de ascendência judaica mais provável do que aqueles israelitas de emigração europeia que os expulsaram?
Como sustar, quer o expansionismo militar sionista, impulsionado pelos próprios riscos futuros que vai acumulando, quer o intolerante nacionalismo árabe dos dirigentes feudais e militaristas, por vezes armados exactamente pelas mesmas potências que armam Israel? Como chamar à razão esses dois nacionalismos dramaticamente coincidentes o nacionalismo judaico, mantido por vários séculos de progroms. ou matanças, e pelo holocausto concentracionário hitleriano e o nacionalismo árabe, em revolta, por vezes cega, contra os senhores mundiais do petróleo?