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Segundo livro de Jorge Amado - depois de O país do Carnaval -, Cacau assume o olhar do trabalhador nas relações sociais: é narrado em primeira pessoa pelo protagonista, Cearense. Esse ponto de vista é reflexo do engajamento ideológico do autor na época, evidenciado desde a epígrafe: “Tentei contar neste livro, com um mínimo de literatura para um máximo de honestidade, a vida dos trabalhadores das fazendas de cacau do sul da Bahia. Será um romance proletário?”
As marcas de uma literatura socialista ou de um romance proletário fizeram com que o livro fosse visto, em seu tempo, como subversivo. A primeira edição, de 2 mil exemplares, esgotou-se em um mês, depois de um incidente com a censura: a tiragem foi apreendida pela polícia, mas liberada no dia seguinte, graças à intervenção do então ministro do Exterior, Oswaldo Aranha.
Data de publicação: 2002