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«Responde, pois, O Mensageiro Diferido à questão horaciana, propondo que quem à pátria foge em si mesmo se envolve, patética e fatalmente. Nesta área se encontram a motivação e a justificativa fundamentais de uma escrita. Confessa-se ainda, com disciplinada violência, a obsessão do território, da Cultura, do Tempo, das origens. [...] Grávido da terra natal, o protagonista da narrativa é a Pátria de si mesmo. [...] O Mensageiro Diferido, além de ser busca ontológica, é proposta ontológica. Ser é ser português. Com o sofrimento, a angústia, o fechamento que uma tal verda provoca. Com o ressentimento e a revolta que o desencontro escreve. E com o profundo, visceral, desejo de que tudo seja diferente.»
Maria Lúcia Lepecki, Expresso, 20 de Março de 1982