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Versão portuguesa de Paulo Quintela.
Nelly Sachs (Berlim, 10 de dezembro de 1891 — Estocolmo, 12 de maio de 1970) foi uma escritora, poetisa e dramaturga judia alemã.
Prémio de Poesia da Associação Sueca de Escritores (1958)
Nobel de Literatura (1966)
Em 1939, Sachs e sua mãe foram obrigadas a adotar o nome de Sarah, como todas as mulheres judias deveriam fazer à época. Em 1940, depois de saber que seria destinada a um campo de trabalhos forçados, Nelly escreve para Selma Lagerlöf por intermédio de uma amiga, pedindo à lendária escritora que conseguisse abrigo para ela e para a mãe na Suécia. [4] Selma intercedeu junto à família real sueca em seu favor, conseguindo um salvo conduto para que as duas mulheres abandonassem a Alemanha nazista. Sachs tinha apenas uma mala pequena e dez marcos alemães no bolso, quando embarcou rumo à terra de Lagerlöf.
Nelly Sachs foi premiada com o Prémio Nobel de Literatura em 1966, juntamente com Shmuel Agnon. A Academia Sueca concedeu-lhe a distinção "pela sua notável escrita lírica e dramática, que interpreta o destino de Israel com força pungente".